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Viagem Ao Triângulo Da Pobreza: Assim É A Vida Com 29 Euros Por Dia

Uma paisagem de jornaleiros, montados e a cortiça. Viajamos para Carvalhos, a Videira e a Figueira de Vargas, o triângulo da pobreza em Portugal. Uma geometria de faltas de 50 quilômetros. De acordo com as últimas estatísticas da Agência Tributária, os três estão entre os sete municípios de mais de 1000 habitantes mais humildes do estado.

Nada mais retirado de um caso de western com arbustos rolando. Mas pela seqüência do cinexín a carência é o dinheiro. Com efeito, se a renda média espanhola é de 25.852 euros, neste local é um tanto menos da metade.

O que não explicam os números explicam as pessoas. É pelo modo de vida -diz Juan Estevez, peão florestal. O que você vê. Aqui quase toda gente vive de conceder peonadas no campo. Como seus pais. E como os pais de seus pais. É como se esses povos, de alguma forma, fossem povos de outro tempo.

  1. Premier Bandoneonbau Peter Spende (Alemanha)
  2. Leva tempo rumoreándose que você vai deixar de tocar ao vivo
  3. 2 Embaixadores de Prognósticos
  4. Estádio do Atlético UDC-C
  5. Um computador pessoal será 1.000 vezes mais poderoso que o cérebro humano
  6. 105KM. A vantagem de os sete fugitivos é 2’52”

A maioria vive de 426 euros que dão durante 6 meses por ter feito trinta e cinco peonadas. Isso são 7 euros por dia, no término do ano, menos ainda do que dizem as estatísticas. E com isso não viveres. Porque o campo não se fatura.

Na urbanização mais necessitado do povo mais indigente, a residência mais carente não toca nem ao menos a oitenta euros por barba por mês. Desse modo chama tanto a atenção que esse parágrafo termina como termina: “Aqui nós somos felizes”. É feliz Maria Fernanda Valero, que perdeu um filho.

É feliz o marido, Manuel Ardila, que entra a pensão dos 396 euros desde o acontecimento e não pode trabalhar. É feliz a tua filha, Desirée, que não para de fumar. É feliz o genro, José, que se foi, e voltou, e tem o braço quebrado.

É feliz Aitana, a neta de dois anos. E até parece feliz a cadela Shira, um staffordshire, que olha o porco vietnamita como se olha para uma cerveja gelada no verão. Há alguma coisa na prática vital dessas gentes e das terras, que lembra a família Joad de As vinhas da ira, o imortal de Steinbeck: temp que se movimentam à procura de um jornal. Pais, mães e filhos, dependendo de o que diz o céu e sobre isso toda a terra. Passando a trabalhar umas semanas neste local e ali. Como em uma corrida.

Por salários diários que irão dos 30 euros de fruta aos 70 anos da cortiça. Quando é setembro ou outubro, famílias inteiras viajam para a área da Terra de Barros a azeitona. Quando é agosto deslocam-se pra Albuera a vindima. Para deslocar-se fazer peonadas em frutíferas há que comparecer até Olivença.